Ai o cara vira e diz. Eu te odeio Manuela, e ela, numa pose dramatica vira e diz, você me odeia porque tem outra! Outra? Sim outra! Mas, você é.. minha mãe!
Amigão, supera o édipo ae.
Abraço.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
9 horas, silêncio.
Não sou muito velho, mas algumas coisas ja não me emocionam. Coisas do tipo que agente acaba fazendo durante muito tempo, perdem o gosto, a graça, é como comer um doce, a primeira colherada faz fechar os olhos as vezes a língua até chega a doer um pouquinho, depois a coisa vai ficando normal e, se o doce for grande, as vezes chega até a ser enjoativo.
Mas as coisas não assim não, não para a Dona Ida, minha Avó.
Ela tem uns 85 anos, eu acho, aliás todo mundo fica nessas, só acha. Nunca conta a idade a ninguêm, a cor dos cabelos vai, a vaidade fica. Se ela tem 85 anos, deve assistir a novela a uns 50, tv tupi pra ela é a mesma coisa que rede globo, ambas são lançamento.
Todo dia coloca na novela e todo dia faz daquele momento um momento sagrado, começa com a manutenção da autoridade, na hora da novela ninguém abre a boca, nem os filhos (de 50 anos) nem os netos (eu e a prima), assim sempre foi, e assim sempre será, se com o tempo os filhos e os netos "vão para a vida", na hora da novela a autoridade é dela.
Começa a novela, aquele silêncio na sala, o volume da TV aumenta, se estava em 5, triplica, as criancas da rua param, os cachorros perdem o latido, é hora da novela, minha avó para, minha rua para, o pais para, a novela.
Começam tambêm as emoções da novela, como não assisto, fico ouvindo, todo aquele drama na TV e toda aquela emoção na sala, nessa hora aprendo várias coisas. O nome de muitos santos por exemplo, a cada emoção alguem lança um "minha nossa senhora" e quando a emoção é forte mesmo apelam logo a "jesus cristo!" ,mas quando a coisa fica séria mesmo, já não valem nem santos nem filhos, apelam mesmo é pro gigante, lançam logo "meu deus do céu!", novela é coisa sagrada.
Acho que as vezes até chegam a inventar uns santos, tipo "ai meu Santo Pereirão do norte ", nunca ouvi essa na minha casa, mas parece o nome de algum santo que alguém em algum lugar diria na hora da novela, é um nome bastante dramático, longo, específico, o tipo de santo que ajudaria o protagonista a superar uma grande crise, como as drogas, ou a gravidez da sua filha única, viciada, aidética e namorada de um traficante ateu.
Bom, agora vou ler o jornal, quem sabe até invento algum santo pra superar essa crise.
Aquele abraço pra quem fica.
Mas as coisas não assim não, não para a Dona Ida, minha Avó.
Ela tem uns 85 anos, eu acho, aliás todo mundo fica nessas, só acha. Nunca conta a idade a ninguêm, a cor dos cabelos vai, a vaidade fica. Se ela tem 85 anos, deve assistir a novela a uns 50, tv tupi pra ela é a mesma coisa que rede globo, ambas são lançamento.
Todo dia coloca na novela e todo dia faz daquele momento um momento sagrado, começa com a manutenção da autoridade, na hora da novela ninguém abre a boca, nem os filhos (de 50 anos) nem os netos (eu e a prima), assim sempre foi, e assim sempre será, se com o tempo os filhos e os netos "vão para a vida", na hora da novela a autoridade é dela.
Começa a novela, aquele silêncio na sala, o volume da TV aumenta, se estava em 5, triplica, as criancas da rua param, os cachorros perdem o latido, é hora da novela, minha avó para, minha rua para, o pais para, a novela.
Começam tambêm as emoções da novela, como não assisto, fico ouvindo, todo aquele drama na TV e toda aquela emoção na sala, nessa hora aprendo várias coisas. O nome de muitos santos por exemplo, a cada emoção alguem lança um "minha nossa senhora" e quando a emoção é forte mesmo apelam logo a "jesus cristo!" ,mas quando a coisa fica séria mesmo, já não valem nem santos nem filhos, apelam mesmo é pro gigante, lançam logo "meu deus do céu!", novela é coisa sagrada.
Acho que as vezes até chegam a inventar uns santos, tipo "ai meu Santo Pereirão do norte ", nunca ouvi essa na minha casa, mas parece o nome de algum santo que alguém em algum lugar diria na hora da novela, é um nome bastante dramático, longo, específico, o tipo de santo que ajudaria o protagonista a superar uma grande crise, como as drogas, ou a gravidez da sua filha única, viciada, aidética e namorada de um traficante ateu.
Bom, agora vou ler o jornal, quem sabe até invento algum santo pra superar essa crise.
Aquele abraço pra quem fica.
sábado, 29 de novembro de 2008
Nos dias em que a mente resolve se apagar,
dias em que o brilho das flores deixa de existir, o mundo transformado em cinzas, transbordando uma cor sem graca, quase poeirenta.
Em um daqueles dias que parecem estranhos a propria natureza, aberracoes da consciencia, ou talvez manifestacoes da consciencia como consciencia a propria indo contra ela mesma.
Dias em que nos olhares se enxerga misterio, gente que olha de baixo como se estivessem olhando para um segredo.
Em um desses dias! Num desses dias ! O vento parece carregar a tristeza de mil guerras, carregar com ele o que resta de uma consciencia fragmentada, levar com ele todas as teorias, todos os sentimentos, os idealismos as religioes, os sorrisos e as lagrimas.
Exatamente em um desses dias.
Nesses dias.
Dias que me fazem sorrir, me fazem perceber o quanto ilimitada é a existencia, quantas faces podem existir no lugar onde nem se buscam faces.
A poesia, corda da gente, parece um amontoado de palavras, as cores sao apenas reflexos sem cor.Sem cor! Cores sem cor ! Existe ai talvez o real abandono de uma consciencia limitada.
Esses dias, dias!
O sorriso da monalisa deixa de ser parcialmente malicioso, e passa a ser ilustracao da malicia antes a construiam.
Vou sendo vou sendo.
E sendo, deixo de ser, deixo de ser porque nao sou e nunca fui!
Tentarei ser, para um dia redescobrir que nao sou, vou sendo.
Vou sendo e vou sendo.
Dias como esse.
dias em que o brilho das flores deixa de existir, o mundo transformado em cinzas, transbordando uma cor sem graca, quase poeirenta.
Em um daqueles dias que parecem estranhos a propria natureza, aberracoes da consciencia, ou talvez manifestacoes da consciencia como consciencia a propria indo contra ela mesma.
Dias em que nos olhares se enxerga misterio, gente que olha de baixo como se estivessem olhando para um segredo.
Em um desses dias! Num desses dias ! O vento parece carregar a tristeza de mil guerras, carregar com ele o que resta de uma consciencia fragmentada, levar com ele todas as teorias, todos os sentimentos, os idealismos as religioes, os sorrisos e as lagrimas.
Exatamente em um desses dias.
Nesses dias.
Dias que me fazem sorrir, me fazem perceber o quanto ilimitada é a existencia, quantas faces podem existir no lugar onde nem se buscam faces.
A poesia, corda da gente, parece um amontoado de palavras, as cores sao apenas reflexos sem cor.Sem cor! Cores sem cor ! Existe ai talvez o real abandono de uma consciencia limitada.
Esses dias, dias!
O sorriso da monalisa deixa de ser parcialmente malicioso, e passa a ser ilustracao da malicia antes a construiam.
Vou sendo vou sendo.
E sendo, deixo de ser, deixo de ser porque nao sou e nunca fui!
Tentarei ser, para um dia redescobrir que nao sou, vou sendo.
Vou sendo e vou sendo.
Dias como esse.
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