Nos dias em que a mente resolve se apagar,
dias em que o brilho das flores deixa de existir, o mundo transformado em cinzas, transbordando uma cor sem graca, quase poeirenta.
Em um daqueles dias que parecem estranhos a propria natureza, aberracoes da consciencia, ou talvez manifestacoes da consciencia como consciencia a propria indo contra ela mesma.
Dias em que nos olhares se enxerga misterio, gente que olha de baixo como se estivessem olhando para um segredo.
Em um desses dias! Num desses dias ! O vento parece carregar a tristeza de mil guerras, carregar com ele o que resta de uma consciencia fragmentada, levar com ele todas as teorias, todos os sentimentos, os idealismos as religioes, os sorrisos e as lagrimas.
Exatamente em um desses dias.
Nesses dias.
Dias que me fazem sorrir, me fazem perceber o quanto ilimitada é a existencia, quantas faces podem existir no lugar onde nem se buscam faces.
A poesia, corda da gente, parece um amontoado de palavras, as cores sao apenas reflexos sem cor.Sem cor! Cores sem cor ! Existe ai talvez o real abandono de uma consciencia limitada.
Esses dias, dias!
O sorriso da monalisa deixa de ser parcialmente malicioso, e passa a ser ilustracao da malicia antes a construiam.
Vou sendo vou sendo.
E sendo, deixo de ser, deixo de ser porque nao sou e nunca fui!
Tentarei ser, para um dia redescobrir que nao sou, vou sendo.
Vou sendo e vou sendo.
Dias como esse.
sábado, 29 de novembro de 2008
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Um comentário:
Adoro seus comentários. Que bom que você acompanha meu blog!
Gostei dessa sua prosa. Exprime exatamente os meus dias ahahahah
Você tem msn?
Beijos.
PS: você deveria escrever mais por aqui...
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